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Depois de quebrar, marca de sapatos ressurge com sobra de material de coleções anteriores

Atualmente, Louloux fabrica, em média, 3,5 mil pares de sapatos por mês e tem quase 100 mil fãs no Facebook

Depois da crise financeira de 2008, a Louloux fechou sua loja de sapatos em Nova York e enfrentou queda nas vendas no Brasil até o fechamento da fábrica e demissão dos funcionários. Mas a situação não desanimou o empresário Cristiano Bronzatto, que visualizou na sobra do material das coleções anteriores uma forma de voltar a fazer sua empresa crescer.

Hoje, a empresa fabrica, em média, 3,5 mil pares de sapatos por mês, tem quase 100 mil fãs no Facebook e seus modelos são usados por celebridades. Os pares de sapatos são vendidos pela internet e em lojas temporárias em todo o Brasil, de acordo com os pedidos das fãs na rede social.

A ligação de Bronzatto com o mundo dos sapatos vem de família. “Sou do Rio Grande do Sul, de uma família de lojistas de sapatos. Convivi com esse produto desde que nasci”, conta. O caminho natural foi abrir uma loja, mas a situação não empolgou. “O mercado calçadista brasileiro me dava sono. Todo mundo que me vendia trazia sempre a mesma coisa”, recorda.

Bronzatto sempre gostou de desenhar e suas criações chegaram a despertar o interesse de um empresário. “Ele disse que meus desenhos eram melhores que do estilista da empresa dele. Eu acreditei e fui estudar para desenvolver essa minha vontade”, conta Bronzatto, que prefere ser identificado como sapateiro mesmo, e não designer.

Ele chegou a ter aulas em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, com o espanhol José Maria Carrasco, figura importante para o desenvolvimento do setor calçadista brasileiro. Depois de passar três anos na Espanha, ele retornou ao Brasil e foi trabalhar em uma companhia de exportação, na área de desenvolvimento.

O emprego durou menos de um ano até Bronzatto resolver abrir seu próprio negócio. A Louloux surgiu em 2005 com as criações próprias e a venda para lojistas. Os negócios iam bem até a crise financeira e o fechamento da loja em Nova York e da fábrica no Sul. “A imagem do fracasso era o desperdício de material. Eu tinha uma prateleira de desperdício”, lembra.

Como Bronzatto precisava de uma solução para recuperar a empresa, mas não tinha dinheiro para comprar material, se viu obrigado a utilizar os restos de couro, camurça e tecidos de coleções antigas. Foi a partir de uma necessidade, que a marca começou a produzir modelos diferenciados e se destacar.

“Começamos com três, quatro pares por modelo, com a venda na internet, uma Fanpage no Facebook e alguns bazares”, diz Bronzatto. Os pedidos começaram a crescer e a marca começou a ganhar relevância.

Vendas. Para Bronzatto, um produto bacana não precisa ser caro. “Se eu não gasto R$ 500 em um sapato, como vou produzir um sapato de R$ 500?”, questiona. O preço médio dos modelos criados pelo sapateiro fica entre R$ 150 e R$ 169, mas no site há modelos em promoção por R$ 89, por exemplo.

As lojas temporárias são instaladas de acordo com os pedidos das fãs no Facebook. Em São Paulo, a marca tem um espaço fixo para abertura temporária todo mês. Neste sábado, dia 6, é o último dia da loja temporária em São Paulo, no mês de outubro. Em novembro, a loja estará aberta entre os dias 8 e 17. Em dezembro, ficará aberta de 6 a 22. A loja fica na Rua Harmonia 114, Vila Madalena.

 

Fonte: http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,depois-de-quebrar–marca-de-sapatos-ressurge-com-sobra-de-material-de-colecoes-anteriores,2304,0.htm

 

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