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E-commerce fatura R$ 12,74 bilhões no 1º semestre

O e-commerce movimentou R$ 12,74 bilhões durante o primeiro semestre de 2013, alta de 24% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da 28ª edição do relatório Webshoppers, realizado pela E-bit, especializada em informações do setor.

A pesquisa sugere ainda que mais de 35,5 milhões de pedidos foram realizados durante os primeiros seis meses do ano, crescimento de 20% na comparação anual, enquanto o tíquete médio cresceu 4% para R$ 359,49. A categoria de moda foi a mais representativa nas vendas, representando 13,7% do faturamento total, seguida por eletrodomésticos, com 12,3%, cosméticos e perfumaria, com 12,2%, informática, 9% e livros, 8,9%.

A maior parte da receita se concentra nas grandes lojas on-line. Segundo o relatório, as 50 maiores e-varejistas do Brasil respondem por 80% do faturamento do setor, enquanto cerca de 30 a 40 mil vendedores legalizados e estabelecidos disputam os 20% restantes.

Novos e-consumidores

Durante o primeiro semestre, houve ainda a entrada de 3,98 milhões consumidores no comércio eletrônico. O número é um pouco menor do que o reportado no mesmo período do ano passado, quando foram 4,64 milhões de entrantes. “O setor atingiu seu auge de novos consumidores no ano anterior e está mais amadurecido, por isso, o ritmo de entrada deve reduzir parcialmente e se tornar mais estável”, explica Guasti, diretor geral da E-bit.

A maior parte desse público é feminino (55%), na faixa etária dos 25 aos 49 anos (67%). Ao analisar escolaridade e renda familiar, fica evidente a forte presença da classe C. Em relação aos estudos, pessoas com ensinos Fundamental e Médio são maioria (46%). Já no quesito renda, a faixa mais relevante é a de pessoas com ganhos de até R$ 3 mil (58,62%).

Em junho, o número total de consumidores que já fizeram ao menos uma compra através do comércio eletrônico chegou a 46,16 milhões. Até o final do ano mais 4,9 milhões de pessoas devem começar a consumir pela internet, somando um total de 51 milhões de compradores online.

São vários os fatores que levam o consumidor a comprar via internet, entre os mais relevantes para a decisão de compra, estão elementos que permitam economizar, como a oferta de frete grátis. Em pesquisa especial, a E-bit averiguou que 58% das pessoas comprariam mais pela internet se houvesse maior disponibilidade de entrega gratuita.

Segundo Guasti, hoje o comércio eletrônico representa de 3,5% a 4% de todas as vendas do varejo brasileiro. “Nos Estados Unidos, esse número fica entre 8% e 10%”, disse. A elevação do porcentual no Brasil, opina o diretor, depende do crescimento do número de usuários de internet no Brasil, o que ele acredita que deve ser motivado pela alta do uso de dispositivos móveis. “Acredito que em quatro ou cinco anos poderemos chegar ao patamar dos Estados Unidos”, afirmou.

Mobile Commerce quase triplica

O uso de dispositivos móveis para compras vem crescendo, segundo o estudo. No primeiro semestre deste ano, 3,6% das compras online foram feitas por aparelhos como smartphones e tablets, quase o triplo do porcentual registrado na primeira metade de 2013 (1,3%).

Já o comportamento de preços no comércio online tende a ser diferente do varejo como um todo. No primeiro semestre deste ano, houve deflação de 4,59% de acordo com o índice Fipe/Buscapé. O diretor da E-bit acredita que o segundo semestre deva ser de inflação, mas ainda assim ele avalia que a alta competição entre as lojas virtuais faz com que haja forte preocupação com a marcação de preços pelos comerciantes.

Expectativas para 2013

A E-bit prevê que o comércio eletrônico deve chegar ao final do ano com faturamento de R$ 28 bilhões. Este número representaria elevação de 25% frente aos 22,5 bilhões apurados durante o ano passado. A previsão otimista de alta nas vendas, mesmo diante de um cenário de desaquecimento do consumo, se explica pela postura dos consumidores. “Eles tendem a ficar mais cuidadosos e exigentes nesses momentos. Dessa forma, são atraídos pelas vantagens do setor, como preços mais baixos, facilidade e prazos de pagamento mais elásticos”, afirma diretor geral da E-bit.

 

Fonte: http://ecommercenews.com.br/noticias/balancos/e-commerce-brasileiro-movimenta-r-1274-bilhoes-no-1-semestre

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